segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Yes, em mendigos we trust!

(O texto abaixo é uma cópia de um dos posts do blog "O mundo gira a lusitana roda...". Fã de carteirinha de pesquisas, adorei essa matéria. Falta saber se os "nossos" mendigos são tão confiáveis como os de lá. Alguém se habilita?)



E se em vez de pão velho ou algumas moedas emprestássemos nossos cartões de crédito aos pedintes? Eles aceitariam? Se sim, devolveriam o cartão após as compras?


No início deste mês, uma publicitária de Nova York se arriscou e cedeu seu “American Express Platinum” a um homem que lhe pediu dinheiro. Ele havia perdido o emprego há pouco tempo e estava vagando pelas ruas de Manhattan quando viu a mulher do lado de fora de um restaurante com os amigos.

Ao pedir um trocado, recebeu a oferta do cartão e aceitou. Ele comprou desodorante, sabonete líquido, um maço de cigarros e “Vitaminwater” (água com sabor). Gastou 25 dólares (cerca de R$ 45) e, para a frustração dos colegas da publicitária, devolveu o cartão.

O acontecimento mereceu uma reportagem no jornal “The New York Post” com o título: “Num Pedinte Você Pode Confiar – Honesto!”.

Baseado no “ato de coragem” da novaiorquina, o jornalista Jim Rankin, do jornal canadense “The Star”, fez o teste.

Ele relatou o resultado de sua experiência pelas ruas de Toronto numa matéria publicada neste sábado: “How panhandlers use free credit cards” (“Como os Mendigos Usam Cartões de Crédito Grátis”).

Durante dois meses ele andou pelo centro da cidade à espera de pedidos de esmola. No bolso, cinco cartões-presente Visa e MasterCard nos valores de 50 e 75 dólares (R$ 90 e R$ 135, respectivamente).

Sempre que era abordado, Jim tinha um procedimento: perguntava do que a pessoa estava precisando e dizia que não tinha dinheiro, mas que poderia emprestar o cartão. Quando terminassem as compras, que o devolvessem, pois estaria por ali esperando. Ao retornarem, Jim revelava que era jornalista.

A maioria desconfiou e recusou a oferta, mas alguns toparam.

O balanço de Jim foi o seguinte:

Cartão 1 ($ 50): emprestado a Jason, de 28 anos, que gastou 8.69 dólares (R$ 16) com um sanduíche e um copo de cerveja grande no McDonald’s. Devolveu o cartão.

Cartão 2 ($ 50): emprestado a Mark, que gastou $ 21.64 (R$ 39) no restaurante “The Corner Place” e não devolveu o cartão – o último gasto foi de $ 15.50 (R$ 28) numa loja de bebidas.

Cartão 3 ($ 75): emprestado a Joanne, que disse um ex-namorado lhe roubou o cartão. O histórico do cartão, no entanto, revela que em dois dias consecutivos foram gastos $ 24.95 (R$ 45) no McDonald’s e $ 38.35 (R$ 69) numa loja de bebidas.

Cartão 4 ($ 50): emprestado a Al, que segurava uma plaquinha com os dizeres: “Faminto e sem-teto”. Ele não devolveu o cartão, mas também não o usou.

Cartão 5 ($ 75): emprestado para Laurie, 44 anos, diabética e com diagnóstico de depressão e fibromialgia. Ela comprou $74.61 (R$ 134) com comida, créditos para o celular e cigarros numa loja de conveniência de posto de gasolina e retornou o cartão.



Leia a matéria completa
AQUI
Imagem de Joey L.

Um comentário:

Talita disse...

Nossa, muito interessante né?